AUTISMO





AUTISMO - TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVIMENTO

O Autismo é visto com o uma inadequacidade que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É encontrado em todo o mundo e, em famílias de qualquer configuração racial, cultural ou social.
Os sintomas podem ser verificados pela anamnese, observação comportamental, exames ou entrevistas com o individuo e familiares. Os sintomas do autismo abrangem:

1. Distúrbios no ritmo de aparecimento de habilidades físicas, sociais e linguísticas;
2. Reacções anormais às sensações. As funções ou áreas mais afectadas são: visão, audição, tacto, dor, equilíbrio, olfacto, gustação e maneira de manter o corpo.
3. Fala ou linguagem ausentes ou atrasados. Ritmo imaturo da fala, quando surge, restrita compreensão de ideias. Uso de palavras sem associação com o significado.
4. Relacionamento anormal com objectos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos ou crianças. Uso inadequado de objectos e brinquedos.

Existem formas mais graves onde crianças com autismo podem apresentar comportamento destrutivo, auto –agressivo e forte resistência à mudanças. Há ainda crianças com níveis de inteligência mais preservados, onde é possível observar determinadas habilidades bastante desenvolvidas, as quais podem constituir verdadeiros talentos relacionados a sensibilidade musical, habilidades matemáticas, memorização, desenhos e pinturas, dentre outros.
O portador de transtorno autista estará portanto, segundo Bereohff (1997), mais favorecido se em seu tratamento for dedicada atenção à interdisciplinaridade, se houver um consenso na investigação e acção entre as diversas áreas de estudo e interesse, tais como a farmacologia, a psicoterapia, a educação, a fisioterapia, a fonoaudióloga, a terapia ocupacional, o acompanhamento médico e, principalmente, o apoio activo dos pais, dado que o transtorno prejudica várias áreas do desenvolvimento de forma, inter-relacional.

Não existe uma medicação para a cura do autismo, pois até hoje não se conhecem as causas de sua existência. Existem medicações apenas para administração dos sintomas do autismo. Os autistas tem potencialidades à serem trabalhadas com um bom desempenho educacional em conjunto com uma boa equipe multidisciplinar e o apoio integrado com pais.

A primeira descrição de Autismo dado por LeoKanner em 1943, define o Autismo como “distúrbio autístico do contacto afectivo”.

O autismo é inapto para estabelecer relações normais com o outro. Tem atraso na aquisição da linguagem q quando ela se manifesta apresenta uma incapacidade no valor de comunicação. Às vezes, dão provas de uma memória notável em algumas áreas específicas, outras vezes apresenta esteotípias gestuais e tem uma necessidade imperiosa de manter imutável seu ambiente material.

Em contraste a esta situação, fisicamente apresentam um rosto inteligente, um porte altivo numa aparência física normal.
Para quem convive com autistas é comum observar extremos. Num certo momento são tão inteligentes, exigentes e seguros de si, logo á seguir com ou mesmo sem uma razão aparente, ou saltitam como crianças, mesmo sendo adultos e com peso superior a medida, ou passam pelas pessoas sem as perceberem realmente. As vezes se isolam e falam baixinho ou riem sem motivo, olhando não se sabe-se quem ou onde. Outras vezes se automutilam, se auto agridem, ou tornam-se agressivos ao que lhe vem pela frente (sejam pessoas, animais, ou coisas, não importa o que).
São imprevisíveis e tem a capacidade de transportar quem lhe convive a outro, da esperança ao desespero. Quando concentrados e atentos, todo o aprendizado é possível e quando um conhecimento ou experiência foram aprendidos jamais será esquecido.

Os autistas apresentam sinais comuns essenciais ao diagnóstico, sinais específicos de cada um, o que explica as variações individuais. Apresentam distúrbios cognitivos e sensoriais.

A medida que crescem e se desenvolvem podem desenvolver uma maior ligação com o outro. Mas as relações sociais permanecem superficiais e imaturos a comunicação verbal é patológica. A expressão é anormal, a compreensão da linguagem é muito limitada. Poderão entender e seguir uma instrução simples, mas, perdem-se numa instrução mais complexa.

Experimentam uma necessidade de imitabilidade que se manifesta por uma resistência marcada a mínima mudança no ambiente habitual do autista.

Seus jogos, ou seu brincar é mecânico, sem criatividade ou imaginação, exercendo normalmente repetitivos (ex: enfileirar materiais de alguma colecção, rolar um canudo ou caneta entre os dedos, acender apagar a luz, etc..).
Tem apego exagerado a um objecto em particular que guardam o tempo todo e reagem quando lhes for retirado.
Alguns autista com expressão verbal tem preocupações inabituais e respectivas, usados em local e hora inadequados. Fazem perguntas esteotípias e esperam uma resposta precisa e sempre idêntica. Alguns autistas demonstram uma memória notável fotográfica, para lista de nomes históricos, poemas as vezes ouvidas há anos antes e reproduzidas com exactidão neste momento.

O paradoxo maior encontra-se naqueles capazes de fazer cálculos mentais com grande rapidez, o que parece desenvolver-se entre 4 e 7 anos, segundo (Rutter, 1978). As estereotipias são variadas e se processam em determinadas horas do dia, agravar-se em momentos de ansiedade. A autismo torna-se visível até os 30 meses, quando normalmente os pais, espontaneamente ou por indicação de parentes e amigos, percebem que seu filho não atingiu um determinado estágio de desenvolvimento (ex: linguagem ou a socialização. Nestes casos, somente uma boa reconstituição dos primeiros anos de vida poderá revelar os sintomas presentes mais cedo).

Podem apresentar uma actividade ou uma hipoactividade ou o mito de ambos com relação as estimulações demonstrando um deficit sensorial (ex: procura para diagnostico de surdez, quando não há surdez ou qualquer outro deficit primário de percepção).

Fenómenos – ás vezes não tem reacções á objectos passando por cima destes, como se não tivesse percepção visual ou táctil, as vezes, fixam o sol ou a lâmpada, as mãos e objectos próximos, fixamente. Depois em determinados momentos, assustam-se com uma luz ou com a defrontação de um novo objecto.

Durante os dois primeiros anos de vida, podem não reagirem aos fenómenos dolorosos como cortes, quedas, injecções. Depois, podem ter uma reacção excessiva ao toque, á dor ou a temperatura. Podem ocorrer, em algumas crianças aversão insuportável ao toque de um tecido particular.

A criança autista girando por longos períodos nunca tem vertigens (nistagmos), pois, mesmo com as estereotipias motoras pode ocorrer o fato de girar a cabeça ou se balançar, porem demonstra aversão pelas estimulações vestibulares induzidas como elevador, escada rolante e carros. São reacções variadas que podem partir de um extremo ao outro e também, podem ser intermediarias entre um ponto e outro.

Contudo são essas variações que se tornam uns totalmente diferente de outros, dificultando um diagnóstico e imediato e tornando necessário o atendimento individualizado. O autismo continua sendo uma incógnita como uma casa numa montanha. É visualizada por muitos mas, o seu interior continua uma incógnita subir a montanha, é praticamente impossível, além da altura é pedregosa, escorregadia. No entanto alguns alpinistas já conseguiram aproximar-se e abrir algumas fendas na rocha íngreme que contorna a casa.

Já é possível visualizar uma janela semi aberta como se lá dentro houvesse um alguém desconhecido á espreitar quem se aproxima desta casa tão bem protegida , alheia á tudo e a todos mas, tão triste e solitária que chega a ser angustiante.
Assim é a prisão autística destes anjos que tem reacções inconscientes que intrigam e , ao mesmo tempo induzem a todos que os conhecem, a reflectir sobre as próprias reacções consciente. Este é apenas um lado da incógnita do autismo que continua firme lá, na altura da montanha, distante da nossa realidade, mas bem próxima do infinito.

ESTATISTICAS

Incidência de Autismo:
* 1 em cada 175 nascimentos
* 4 meninos para 1 menina
* Todas as classes sociais
Rev Americana “Time Magazine” – Mai./02

ESTIRPES DE AUTISMO CONHECIDAS

* Síndrome de Angelman;
* Síndrome de Asperger;
* Síndrome do X Frágil;
* Síndrome de Landau Kleffner;
* Síndrome de Rett;
* Síndrome de Prader –Willi;
* Síndrome de Willians;
* Hiperlexia;
* Entre outros.

ADOLESCÊNCIA

As complicações do autismo tendem a ocorrer na puberdade e no inicio da adolescência. Nesta época há um aumento da incidência de convulsões, graves crises de comportamento caracterizados por comportamentos regressivos, impulsivos e agressivos , além de depressão.

As convulsões ocorrem em 20% a 28% dos casos, e o risco de ocorrência é maior nos autistas com retardo mais grave. As crises de comportamento manifestam-se de várias maneiras inclusive violência, agressividade, automutilação, exacerbação do distanciamento autista e dos rituais compulsivos e perda de habilidades adquiridas e de comportamentos adaptativos. Muitas vezes são impossíveis de serem manejados em casa e requerem hospitalização ou institualização. Depressões são frequentes em autistas menos comprometidos e de melhor nível de funcionamento e, nestes casos o suicídio é um risco grave. (Edvard M. Ornitz – pg131).

DIAGNOSTICO

Para auxiliar no diagnostico do autismo infantil é útil pensar em termos de subconjuntos de sintomas.

• Distúrbios do relacionamento interpessoal – são comportamentos que indicam uma dificuldade precoce de desenvolver relacionamentos interpessoais como: ausência ou deficiência no contacto olho a olho.

- atraso ou ausência de sorriso social.
- Atraso ou ausência dos movimentos de antecipação para ser pego no colo.
- Aparente aversão ao contacto fisco.
- Tendência a interessar-se por partes de outra pessoa (pé ou mão) de interessar pela outra pessoa.
- Ausência de interesse em brincar com os outros, e preferência pelo isolamento.
- Distanciamento persistente dos outros. Quando crianças , há incapacidade de participar de uma brincadeira ou de partilhar um brinquedo com o outro e, quando maiores este distúrbio se manifesta na incapacidade de empatizar sensações ou interesses com os outros.
COMO TRABALHAR

DISTURBIOS DE COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM

O inicio do desenvolvimento da linguagem caracteriza-se por mudez ou ecolalia. A fala não é usada para comunicação com ausência ou pobreza de comunicação não-verbal. Na maioria dos pacientes, nem a expressão facial e nem os gestos são usados como formas de comunicação. A fala para fins de comunicação, quando ocorre, não apresenta diferentes entonações, é arrítmica, sem inflexões e não transmite emoções. Em crianças autistas, mais velhas a comunicação é pouco espontânea e original.

CODISTURBIOS EM RELAÇÃO A OBJECTOS

As crianças autistas de pouca idade usam objectos inanimados quase que exclusivamente para gira-los ou sacudi-los. Mostram uma tendência para enfileirar ou arrumar esses objectos sempre da mesma maneira, dando a impressão der querer manter seu ambiente sempre igual, sem variações. Mais tarde passam a fazer uso ritualizando desses objectos em atitudes repetitivas. Apresentam graves deficiências nas brincadeiras simbólicas e são incapazes de usar brinquedos e outros objectos de forma imaginativa.

DISTURBIOS DA MODULAÇAO SENSORIAL

A incapacidade de modular adequadamente os impulsos sensoriais é bem mais evidente quando são mais novos. Todas as modalidades sensoriais estão afectadas e a modulação adequada dos impulsos sensoriais manifesta-se tanto por falta de reacções quanto por reacções exageradas acompanhadas de auto-estimulação sensorial.
A hiperactividade a estímulos auditivos evidencia-se pelo aparente descaso tanto a comandos verbais quando a ruídos fortes. Barulhos súbitos que poderiam assustar qualquer um; para os autistas pode não acontecer nenhuma reacção. Em termos de visão, a criança pode ignorar a presença de novas pessoas na sala ou objectos em seu ambiente e passar por cima deles, como se não existissem. Às vezes, deixam cair objectos colocados em suas mãos, como se não tivessem percepção táctil. Estímulos dolorosos, como pancadas, cortes e contusões frequentemente são ignorados.
No entanto também pode ocorrer o contrário, com reacções exageradas à estes mesmos estímulos sensoriais. Podem apresentar uma percepção muito aguçada em detalhes ao ponto de se distraírem e as vezes, uma sensibilidade muito aumentada em estímulos sensoriais que elas próprias buscam e induzem. Alguns distúrbios de mobilidade podem produzir intensa estimulação sensorial. Para introduzirem estímulos auditivos esfregam, batem ou ficam puxando as orelhas, rangem os dentes ou arranham, batem e “batucam”, em superfícies.
Em termos de visão, elas ficam olhando os movimentos de seus dedos e suas mãos e observam fixamente, os detalhes das superfícies. Estímulos são obtidos por movimentos do corpo, em balanços para frente e para trás e para os lados ou por movimentos circulares da cabeça. Contrastando com a busca de estímulos sensoriais, existe um paradoxal desconforto causado por estímulos em todas as modalidades sensoriais. Podem agitar-se com o som de sirenes, aspirador de pó, liquidificador, latidos e chagam a tapar os ouvidos para evitar a intensidade desse sons e, as vezes reagem igualmente à ruídos leves como o simples ruído de amassar um papel.
Mudanças bruscas de iluminação ou encontro inesperado com um objecto também podem provocar as mesmas reacções de medo demonstradas anteriormente. Quanto ao tacto, podem demonstrar aversões a determinados tecidos como a lã, Por exemplo. Normalmente preferem superfícies lisas (seda, cetim). Nos dois primeiros anos de vida, até a alimentação com consistência áspera, normalmente provoca mal-estar.
Aversão a estímulos vestibulares podem ser induzida por lutas de brincadeira ou até andar em elevador. Os distúrbios de modulação sensorial e de mobilidade ocorrem principalmente entre 24 e 60 meses de idade.
Exemplos: tanto a hipo-reactividade , quanto a hiper-reactividade a sons também são considerados como sintomas dos distúrbios de linguagem.

DISTURBIOS DA MOBILIDADE

Ocorrem principalmente em crianças de pouca idade. Os maneirismos são complexos, ritualísticos e estereotipados e não parecem ser totalmente voluntários, ocorrendo de forma intermitente ou continua. Diversos movimentos dos dedos das mãos na frente dos olhos podem-se transformar num movimento estereotipado e repetitivo. A criança flexiona ou estende os dedos ou as mãos ou alterna a provação e superação do antebraço. O andar nas pontas dos pés ocorrem em estações de excitação quando começam a nadar em círculos ou como modalidade exclusiva do caminhar.
Movimentos bruscos do tronco ou de todo o corpo aparecem, muitas vezes acompanhados por movimentos giratórios e pancadas na cabeça, embora com esta actividade motora, bastante perturbada, as crianças autistas não são, necessariamente hiperactivas, apesar de em alguns casos a hiperactividade seja o sintoma mais importante. Em crianças ainda podem ocorrer episódios súbitos e breves de imobilidade.
Condições associadas ao autismo – as principais condições patológicas encontradas associadas ao autismo são: retardo mental, síndromes cerebrais orgânicas (com ou sem convulsões) e uma historia de ocorrências anormais nos períodos pré e neo-natal.

PRINCIPAIS ASPECTOS A SER CONSIDERADOS

1. A comunicação (receptiva e expressiva);
2 . A atenção e concentração;
3 . O comportamento;
4 . As AVD’s
A programação será introduzida a medida que o desempenho da pessoa permitir.

COMUNICAÇÃO

* Principal meta;
* Dela consigo mesma, com as pessoas, com o mundo, com os acontecimentos e com os objectos;
* A mais fácil é com os objectos porque eles não mudam;
* A linguagem verbal normalmente não faz sentido para autistas;
* Outras formas de comunicação precisam ser encontradas;
* O autista tem mais Chance de aprender o significado se usarmos poucas palavras e sempre as mesmas;
* É importante ensiná-los a usar gestos;
* Muitas tentativas de comunicação não são percebidas pelos padrões sociais;
* A pessoa que interage com ele deve ser sensível capaz de um processo de empatia;
* Imitar um gesto estereotipado, as vezes funciona para estabelecer contacto;
* Porém estimular para que ele se comunique;
* Devemos estar atentos para as oportunidades;
* Sempre observar e estudar o desempenho da criança;
* Para conseguir contacto as vezes são necessárias atitudes extremas.
Ex: Apagar a luz e iluminar o rosto, colocá-lo na cadeira de um jeito que não possa fugir e segurar o rosto...

ATENÇÃO

* A falta de atenção pode estar ligada a causas fisiológicas ou neuropatológicas.

* Como educadores devemos tentar:
- Manipular a hiperactividade;
- Intervir para reduzir o alheamento;
- Estimular as percepções sensoriais;
- Sensibilizá-lo para o seu próprio corpo;
- Guiando-o através de ajuda física p/ que execute movimentos;
- Promover a focalização do olhar;
- Eliminar possibilidade de distracção;
- Explorar motivação;
- Aprofundar interacções
(Ex. tirar um objecto de suas mãos e devolvê-lo em seguida, aumentando gradativamente o tempo de retenção do objecto para ver se ele procura.)

* As actividades precisam proporcionar sucesso a curto prazo, caso contrário não estimularam novas tentativas;
* A música é um elemento muito importante;

Os autistas costumam ter comportamentos que dificultam sua integração social. Podem apresentar negativismo tão acentuado que se recusam até sair do chão, a sentar-se ou a comer;
- Mas, nenhum comportamento é eterno;
- As vezes este comportamento estranho é a única maneira de expressão, de se sentirem vivos. Pela dificuldade de comunicação custam a aprender e manifestar outras maneiras.
- Para tentar controlar os problemas de comportamento devemos:
* Limitar as oportunidades para que os problemas aconteçam;
* Analisar o comportamento atípico;
* Planejar a atitude face o problema e verificar que todas as pessoas tenham a mesma postura;
* Manter consistência e coerência;
* Redireccionar se for necessário mas só após consulta ao grupo;
* Fomentar um comportamento alternativo para substituir o indesejável como estratégia de passagem para alcançar o comportamento desejado;
* Manter registo das observações para não perder de vista a evolução do caso;
* No caso de auto-agressão, considerar a possibilidade de tratar-se de falta de estímulo ou incapacidade de responder ao estímulo;
* Reforçar positivamente os bons comportamentos, quando não existirem dar um intervalo nos demais comportamentos, só criar saldo positivo;
* Dar um tempo para ele, pois precisa de momentos de descanso a essa “invasão”, mas nunca deixá-lo entregue ao isolamento;

COMPORTAMENTO

* A hiperactividade melhora quando contida – dar tarefas;
* Os comportamentos compulsivos diminuem com as tarefas;
* As crises de birras não podem ser valorizadas;
* É preciso certificar-se de que a negatividade do autista não tem uma razão;
* Os autistas tem um limiar baixo para frustração – quanto mais ele se fechará em seus rituais e maneirismos;
* Quando toma medicação que interfere em seu comportamento, é importante registar as alterações para subsídios ao médico;
* Todas as actividades terão de ser pacientemente ensinadas assim como o uso funcional dos brinquedos. Ele não simboliza e dificilmente vai saber que fazer com o brinquedo.

TREINO DE AVDS

* O estabelecimento de actos higiénicos são importantes para que consiga integrar-se até mesmo em sua casa;
* É necessário uma rotina diária, estruturada para que esses hábitos sejam assimilados e estabelecidos;
* O programa deve ser baseado em:
- Rotina
- Conservação
- Estruturação
* A rotina é importante para que ele saiba o que vai acontecer em seguida.
* A estruturação dá consistência ao trabalho.
* Quando algumas aquisições forem alcançadas, precisamos conservá-las da reaplicação das mesmas em situações diferentes com pessoas diferentes;
* Deve ser ter um lugar bem estruturado, qualquer alteração pode provocar uma crise;
* Os locais devem ficar claros;
* Quando chegar a escola deve ser recebida (inicialmente) pela mesma pessoa – Cumprimentando e chamando pelo nome;
* A programação deve ter um ritmo constante, conter canto, actividades que valorizem a organização do comportamento, actividades para o desenvolvimento de habilidades, educação física e programação escolar compatível ao desenvolvimento.
* Necessitam de atendimento individualizado mas, para que sejam estimulados precisam que participem de grupos;
* Crianças deficientes bem comunicativas pode ser a melhor opção;
* Estejam preparados para o retrocesso;
* É importante espaço para a criatividade, aproveitando algumas iniciativas
* Não podemos esquecer que apesar de todas as suas limitações os autistas podem ter habilidades tão raras e especiais que não poderíamos imaginar que tivessem!

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