Autismo Integrar ou Incluir deficientes na escola ?





Autismo Integrar ou Incluir deficientes na escola ?

Em Portugal existem cerca de 65 mil crianças com autismo….
A noção de integração tem sido compreendida de diversas maneiras, quando aplicada à escola . Uso do termo para expressar fins diferentes, sejam eles pedagógicos, sociais, filosóficos e outros. Ora integrar é como designar determinados grupos de alunos em escolas especiais para deficientes e até mesmo em classes especiais, grupos de lazer ou residências para deficientes.
Os movimentos em favor da integração de crianças com deficiência surgiram nos Países nórdicos, nos anos 60, quando se questionaram as práticas sociais e escolares de segregação, assim como as atitudes sociais em relação às pessoas com deficiência intelectual.
Uma das opções de integração escolar denomina-se mainstreaming, ou seja, "corrente principal" o direccionamento é semelhante a um canal educativo geral, que em seu fluxo vai carregando todo tipo de aluno com ou sem capacidade ou necessidade específica. O aluno com deficiência mental ou com dificuldades de aprendizagem, pelo conceito referido, deve ter acesso à educação, sua formação sendo adaptada às suas necessidades específicas. Existe um leque de possibilidades e de serviços disponíveis aos alunos, que vai da inserção nas classes regulares ao ensino em escolas especiais. Este processo de integração se traduz por uma estrutura intitulada sistema de cascata, que deve favorecer o "ambiente o menos restritivo possível", permitindo ao aluno, em todas as etapas da integração, transitar no "sistema", da classes regular ao ensino especial. O problema é que esta concepção de integração é apenas parcial, porque os educandos passam por fazes das quais não chegam a sair, digamos que à uma varredura de aparência educativa, mas que tem um determinismo saliente e ao mesmo tempo camufla o insucesso, porque isola os alunos ao invés de os aproximar. Tem que passar por aprovação profissionalizante e instrumentos oficializadores. Desta forma estaremos a isolar e separar, criando segregação das crianças.
Na inclusão, existe um afastamento radical dessa ideia de corrente principal.
A noção de inclusão tem algumas semelhanças com a integração, porém institui a inserção de uma forma mais radical, completa e sistemática. O conceito se refere à vida social e educativa e todos os alunos devem ser incluídos nas escolas regulares e não somente colocados na "corrente principal". O objectivo essencial da inclusão é a de não deixar ninguém no exterior do ensino regular, desde o começo. As escolas inclusivas propõem um modo de se constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades.
A inclusão em consequência exige uma mudança educacional, porque não está limitada a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apoia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral. Incluindo envolvimento dos Pais, que é deveras muito importante.
A grandeza deste projecto exige muito de todos alunos com ou sem deficiência, e todos os envolventes no âmbito pedagógico, aproximando assim as crianças da sua natureza aberta, com a comunidade, quer social e cultural, fazendo-se propriamente activas no delinear do seu crescimento.
È exigente , mas benéfico, generoso e grandioso, tornando os seres diferentes, mas iguais em circunstâncias, a aproximação tem ainda outro condão , o de aproximar as almas e as tornar mais solidárias.
“ Tal como num puzzle, se lhe retirarmos as peças uma a uma, mais difícil se torna perceber o que estava construído”cravo
Daí na minha maneira de ver, ser o melhor caminho para o amenizar da fragilidade inerente do autista.
Todos, juntando peça a peça construiremos esse puzzle, que não pode abster-se de voluntariado, perseverança, paciência, carinho, e amor.

VICTOR PASSOS

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